sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Magnetismo Amoroso **

A vida tal é qual como um íman, é formada por dois pólos: o negativo e o positivo.
Estes pólos são eles mesmo por si sós transportadores de energias que se repelam ou atraiem consuante a compatibilidade subjacente.
Na vida também é assim, vivemos em vários campos magnéticos, setorizados por grupos de pertença, a família, os amigos, o trabalho, as aulas e por vezes, a paixão.
 
Confesso que penso muitas vezes que deve ser impossivel viver com os pólos todos positivos e há alturas, em que o negativo tem um preponderância muito maior e nos perguntamos como aguentamos nós tamanha força que este campo tem... queremos olhar em frente mas não conseguimos, queremos emergir das cinzas e vemos que não temos como e aí funcionamos que nem toupeiras e preferimos esconder o rosto debaixo dessas mesmo cinzas para esconder a nossa vergonha e nossa cobardia perante tamanho medo!
 
Mas por outro lado, após tempos infindos a pensar que impossivel era, reviramos a vida e decidimos finalmente investir na luz, bela e brilhante, colorida e aconchegada que se encontra ao fundo do túnel, que nos atraí e vícia, que chama por nós através do bater cardíaco incansável, da procura diária e do reconfortante sentir.
A esta luz, eu chamo Magnetismo Amoroso, pois é disto mesmo que se trata, um fenómeno natural relacionado com a atracção, com os nossos desejos de cada vez que nos sentimos e nos partilhamos.



sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Diário

Tem dias na vida que a nossa mente se comporta que nem dário...
E todos os últimos dias, e todos os passados distantes ou próximos são recuperados, com todos os promenores, floreados, músicas e imagens que despertam sentimentos e pessoas.
Hoje, foi um desses dias, aii que vontade de explodir, sorrisos? choro? nervosismo? alívio?, sim, passei por estas etápas todas, sempre a mesma sensação no fim... a vontade do aconchego,  incógnito, do sem limite e sem tempo, da explosão de adrenalina... 
É minha obrigação perceber que não é fácil mas que há desbloqueio possível, que tem solução simples mas que é complicada, que tem um rumo ... mas a verdade é que me sinto a precisar de orientação, sinto-me como uma chave certa que tem que ser usada na fechadura certa mas teima em enferrujar e emperrar na hora de abrir esse mesmo tesouro certo!

O diário conta-me tanto, traduz-me tanto que só me apetece guardar sem ter que pernunciar ao mundo aquilo que todos vêem e se veêm para quê ter que publicar o que dizem já ser publico?


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Ciclo da vida*

É, a vida gira... tem um ciclo normal de acontecimentos por nós desconhecidos!
Nós giramos com a vida, percorremos caminhos que julgamos rectos mas estão cheio de curvas, buracos, lombas que nos obrigam a abrandar e por vezes acidentes que nos obrigam a parar.
Mas a vida é cíclica acima de tudo nas relações interpessoais que somos obrigados a criar e a desenvolver para podermos crescer, evoluir mas também manipular.
Quer acreditem ou não, não é só a vida que tem prazo de validade, as relações também, tudo gira e o que hoje faz todo o sentido, amanhã o nosso olhar vai mudar por completo e afinal o que era nítido passa a ser distorcido e assim sucessivamente.
Conhecem a relação de amizade, essa para mim é aquela que mais prazo de validade tem, é a mais fugaz, mas é também a que mais muda, nós crescemos e vivemos momentos e sabores diferentes a toda a hora, ouvimos melodias com acordes diferentes e aí a certeza da loucura momentânea faz-nos questionar...
É também a base e faz todo o sentido que exista, que cresça que se transforme tal e qual o individuo que a cultiva! Segue valores interessantes, brilha de forma inexplicável, e cada dia, a cada passo, a cada abraço, a cada partilha cresce, e pormenores passam a fazer parte de uma cumplicidade inexplicável, de uma saudade e necessidade que alimenta. 

É acima de tudo, de pormenores que a vida se alimenta, de sentimentos trocados e apaixonados que nos fazem levitar e viver dois mundos, o da realidade que nos provoca muitas vezes tremores, medos, fuga e vontades menos boas e o da fantasia, o idílico, o da outra margem que contém aconchego, gestos e palavras bonitas!





sábado, 21 de julho de 2012

Impotência*

Ao contrário de um tempo quase passado quase presente, este é um tempo de poder e conseguir!
É um tempo de sim, um tempo suave, claro e translucido, onde as prefeições são visíveis mas tornam-se impotentes!
É um momento de medo, de exercício escusado para recusar, de uma força que impede e frustra!
É um momento de meta, de limite, onde o querer tem de virar a poder, a satisfazer; é um momento de impulso sem recusa, com liberdade.
É um tempo estabelecido com limite próximo e caminho na direcção certa.

No fundo, é medo que gera impotência, que estagna, que limita, mas que espera energia, vontade, acção para que contrarie o esperado e demonstre o desejado!


domingo, 8 de julho de 2012

Imaginando


É verdade, digo-vos que dentro de pouco tempo estarei na posição de que gosto, a de viajante. O destino esse é o mesmo de muitas outras vezes, mas acreditem ou não sempre que viajo para lá tudo muda, ou vou com um objectivo concreto ou vou em busca da fuga do momento ou vou tentar organizar uma vida como a minha que anda quase sempre desorganizada por si só!
Desta vez, não é diferente, mas é especial, porque vou num transporte diferente, com uma paisagem diferente, sozinha mas no meio de pessoas também elas diferentes, com pensamentos diferentes, imaginando situações diferentes e retendo tudo o quanto de novo existe pois desta vez tenho que contar de forma diferente, vivendo diferente.
Tal como disse hoje, estamos com "destinos diferentes mas com pensamentos iguais", pois ambos estamos em pela viagem, a reforçar pensamentos e emoções.
Adoro encarnar esta minha alma de viajante, despreocupada, bronzeada do sol, com tons terra vestidos, cabelo encaracolado sob a brisa do vento e que desta vez quero sentir como segredo, o teu toque, o teu cheiro, fruto da minha imaginação presente.
Juntamente, imagino-te a ti, com esse sorriso de quem usufrui dos momentos tantas vezes privados da companhia do igual, a ser acarinhado, no banco da frente do jipe que brota cor terra, com um charme cativante, picante, que deriva de uma barba despreocupada e de uma cor conquistada enaltecendo as marcas do corpo, delineado.
Por fim, vou imaginando um nós, num fim de tarde, desprezando as horas, rodopiando ao som das ondas, tocando o céu com o prazer dos corpos bronzeados, ao longe a linha do horizonte que entrelaça nos nossos dedos um destino sem nome, construído peça a peça., desenhando assim, uma tela digna de ser vivida e absorvida.






quinta-feira, 28 de junho de 2012

Segurança

Cada vida é feita de várias áreas distintas, que versam sobre ambientes, comportamento, verdades e mentiras, sentimentos e ilusões igualmente contraditórios. Em todas estas áreas giram emoções, emoções estas que nos põe à prova todos os dias, que nos acarinham e insultam a cada instante, que provocam a instabilidade emocional e de arrasto o sentimento de insegurança. 
Sim, foi insegurança que senti sempre, que sinto hoje, tal e qual como à anos atrás, insegurança provocada por vocês egoístas que me pertencem e que vivem de forma individual, cada um para seu canto, comigo no meio, a balançar, a ser o ping pong do vosso mundo, a inalar fúria, raiva e desespero, a engolir as lágrimas sensíveis e constantes, que só registam momentos idílicos de fuga. 
Fugir, é isso, fugir para um canto longe, encolher os meus medos, dissipar desta prisão construída e viver, viver muito, outras paisagens, outras cores, aprender a ver cores belas e brilhantes, aprender a saborear novos sabores, doces, açucarados, apurados e picantes. Chega de só conhecer o amargo! 
Sabem, à bem pouco tempo deram-me a provar o doce, e ao contrário das outras vezes todas, eu desta vez quis provar, sentir se realmente era fofo e não enganava como o algodão e aí, aí tenho ido provando, devagarinho e gostanto, gostando muito até, e sabem porquê? Porque provo segurança e protecção, provo palavras bonitas, provo toque, provo um caminho novo que eu quero desbravar, um caminho só meu mas com consequências nos outros. Sim, eu sei, eu sou uma só, mas quando caminho, neste caminho de segurança, muitos são os que me sentem e abordam, gostando do que vêm, apoiando mesmo não sabendo, aconchegando-me a mim cada vez mais, neste percurso que quero seguir, contigo, comigo, connosco! 

Mas, avisaram-me e é um facto, este caminho tem de ser amplo, pois de dois não se faz uma vida, e por isso, temos caminhos e travessas abertas, para que sempre que precisemos vermos outras vidas, vermos outros cantos e assim sentirmos os feedback, pormenor a pormenor de cada um de vocês, com partilhas, observações, gentilezas, apoio, e acima de tudo, com olhares, pois assim, "todos nós sabemos, mas ninguém sabe", mantendo a privacidade desta segurança bela, pura mas implícita. 


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pormenores

Ando à dias e dias a pensar em pormenores... 
Eu sei, parece estranho e mesquinho, parece anormal e fora do comum tratar destas questões, mas de facto para mim, hoje, fazem sentido! 
Analisem comigo: inicialmente foram precisos estreitarem-se laços familiares e desde logo foste um pormenor, pois sentaste-te mesmo em frente da minha alma para que te pudesse observar e sentir tal e qual aquilo que transmitias, não, não te conhecia antes e nem pela minha memória passavas, mas acontecimento feliz/infeliz levou-nos aos dois para o mesmo local e a ser eu sem mas nem porquê a pedir-te a tua identificação - atrevida, não! na altura a ignorância da importância de quem tu eras fez-me reagir por pura gentileza fazendo seguir assim, o caminho paralelo que nos guiava e que mais uma vez, por mero pormenor iluminas-te, dizendo que estavas lá, sim no meio da tempestade, tu olhavas em redor em busca da minha presença, seguiu-se a noite das sete maravilhas, que sem quês nem porquês marcou um ciclo de musica e presença e a preocupação instintiva sobressaiu e fez a diferença que nós sabemos - passas-te a ser o meu pormenor, que existe, que me protege, que é segredo no conhecido, que é gentileza no desconhecido, que é cobiça e apelo. 

Hoje, és pormenor em cada gesto, em cada palavra e em cada acção. És pormenor na forma como entras-te, és pormenor na glorificação do dia, és um pormenor que brilha. 

És pormenor no meu pensamento, a cada sorriso que espalho, a palavra que leio,  a cada momento que lembro* 



quinta-feira, 14 de junho de 2012

Dama e Vagabundo

Todos nós reconhecemos este filme. Fez parte da minha infância e cada vez que penso no filme lembro-me sempre no carinho do momento da massa que é partilhada e termina num beijo, sentido e suave. 
Neste últimos tempos tenho-me, de facto, sentido uma Dama, não por de repente ter começado a usar brilhantes, pisar um salto alto ou pintar as unhas; não porque passei a jantar em restaurantes em plena luxuria da cidade ou a frequentar a ópera local, mas porque de repente eu sinto o brilho do meu sorriso e do meu olhar, eu sinto-me todos os dias com a pele regenerada e tonificada, eu sinto-me acompanhada por uma luz que brilha e me torna a Dama "Querida" do filme. 
E tu és o meu Vagabundo, e sabes porquê? Porque roubaste-me a direcção e o pensamento e fazes-me sentir a vida de uma outra forma, nova mas bela e especial, onde a imaginação e os impulsos se apoderam e constroem a nossa história infantil e aconchegada. 
Mas voltando à cena inicial, nós não temos a massa nem a partilhamos, nós não temos o pêlo que se toca, nós não temos o restaurante italiano, não temos a luz das velas, mas temos muito mais, nós somos cúmplices neste segredo de sentimentos, nós temos o calor do momento, temos a pele que se entrelaça, o mimo de um rosto que pica e que aconchega, temos atenção e o carinho que se multiplica.  

Em síntese, tu como meu Vagabundo, raptaste-me e agora peço-te que me leves contigo, mostrando-me cada beco por onde te escondes, me protejas de cada perigo externo a nós, me acaricies o rosto, me abraces, pois à tua beira eu sinto-me leve como uma pena, pronta para voar contigo ao sabor de cada brisa que soprares! 







terça-feira, 5 de junho de 2012

Sala de Jantar

Adivinhem o panorama... início do século, um palácio, uma mesa do tamanho da largura do meu quarto (e olhem que ele ainda é grandote), essa mesa era de madeira acompanhada de dois grandes castiçais de crista,l um aglomerado de cor e dois grandes cadeirões em cada ponta da mesa. Por cima, iluminava o grande candeeiro também ele de cristal e brilhava, muito. Em cada ponta, nós, os dois, sim, eu de vestido comprido, cintado com um corpete que diga-se enaltecia o peito de uma forma nunca antes por mim apreciado - era verde, mas um verde relva lavado, primaveril que surtia sorrisos e tu, ah tu estavas, não sei, como ei-de eu descrever-te? Estavas com charme incalculável, revestido com o fato de grilo e cabelo encaracolado! 

Estávamos sentados, cada um na sua ponta, e digam era uma época impessoal, mas eu não acho! Tudo em nós surtia, não havia palavras, não havia gestos, havia apenas e só duas pessoas a pensar exactamente o mesmo e a tirar a mesma conclusão: éramos nós que estávamos ali, puros estranhos mas verdadeiramente conhecidos, pois tudo sabíamos, tudo sentíamos, era cumplicidade pura que existia ali naquele momento de silêncio. 

Foi neste momento de silêncio que acordei e te pedi que não fosses. Sei que não tinhas vontade de ir, sei também que não querias ir, deixaste-te com o belo toque imperceptível por todos mas sentido por mim... foste e ao longe te avistei até ao fim, sonhando alto, em telepatia para contigo, com a imagem de quem mimo precisa , de quem sonhos gostava de viver, tal e qual a Bela Adormecida!   





sábado, 2 de junho de 2012

Esconderijo

Vou contar-vos um segredo ... quando era pequenina adorava correr ao longo do piso em terra batida cheio de pinheiros e plátanos, onde as pinhas nos chão eram mais que muitas e os pinhões, esses eram quem mais os procurava. 
Adorava esconder-me atrás das árvores, encolhida de joelhos junto ao peito, onde esconder a cara por detrás das minhas repas encaracoladas era a solução. Usava calções e sandálias e no chão sonhava, com a liberdade que era poder estar ali, escondida de todos, onde só os pássaros se ouviam e toda a minha vida era transformada no conto escuro revolto no medo. 
Esse medo foi evoluindo comigo e com a idade a passar julgava já não era permitido correr de braços abertos e levar comigo a liberdade daqueles pensamentos, fazendo com que me fosse contorcendo cada vez mais, mas desta vez no meio da rua poluída, que realçavam o espaço que eu ocupava, as luzes que cegavam o meu valor e a vergonha aumentava, aumentava, cada vez, mais e mais... 

Este era o cenário até à bem pouco tempo, hoje mudei de vida, não sei o futuro, mas sei que tal como na inocência da minha infância eu preservei a liberdade dos meus pensamentos e no presente eu quero voltar a ser eu! 
Consciencializei-me desta realidade, com a ajuda de quem se tem escondido comigo e aberto uma janela todos os dias um bocadinho e mostrado um mundo diferente, um mundo de cumplicidade e carícias, um mundo de carências e mimos
Hoje, encontrei novamente o esconderijo da minha infância e encontro-me novamente encolhida mas desta vez apoiada! 



domingo, 27 de maio de 2012

Luzes

Pois é minha gente, acreditem, estava complicado! 
Imaginem lá, estarem obrigados a estar fechados, horas, num local onde sabem que a mentira e a falsidade é preponderante?! Domina e corrói qualquer um que lá esteja e quando confrontados, a cobardia fala mais alto e aí é o sorriso cínico e cheio de malvadez que faz escurecer toda a réstia de compaixão que ainda poderia existir! 
Mas não é disso que quero falar, este era só o cenário em que eu me encontrava minutos antes de abrir a cela e sair em liberdade. Saí, era fim de tarde, e mal sabia a maravilhosa realidade que tinha pela frente, pois eis que olho a linha do horizonte e vejo luzes, verdes, cor-de-rosa, amarelas, vermelhas, enfim quase que um arco-íris a condizer com o meu sorriso! Inicialmente, a pressa de as absorver foi maior e nem reparei quem é que as lançava, e quando reflicto, descodifico e vejo que eras tu que inexplicavelmente estavas no meu inconsciente. 
Horas passaram de indecisão, de confusão mas com a certeza que queria ter o privilégio de ver aquelas luzes brilhar, fosse longe ou perto, eu queria senti-las e ouvi-las no com-paço do bater do meu coração. 
Sentia que tinha tudo controlado, viajei com a garantia de que o caminho era meu, seguro, tal e qual um GPS que delimita o caminho acertado, mas não, tempos depois percebi que a rota tinha mudado, que o transporte já não era o mesmo e a companhia também não e aí foi a maratona até encontrar o porto seguro, que nunca existiu, preferindo fugir e me deixar entregue ao inesperado. 
Mas foi aqui que percebi, sabem quando de repente, mesmo assustados sentimos que é aquele o caminho, que não vale a pena dizer que há curvas e rotundas que podem causar acidentes, porque o caminho é aquele e nada mais há a fazer? Pois, foi assim que encarei a surpresa e acalmei. 
Era as luzes que eu queria ver e vias sobre a penumbra da noite, sobre a luz da nossa lua e foi debaixo dessa mesma luz, que te partilhei e observei. Observei acima de tudo o cumprimento da regra de cedência de passagem, onde me deixas-te passar e provar da longa e larga estrada, sem semáforos a atrapalhar, da liberdade da tua companhia, sob a breve carícia do teu vento. 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Adoro

Surpresa! E chegas-te tu ... ai nem acreditava quando vi, assério, eras tu. 
Olhei bem para ver ser eras, procurei-te, no sorriso e no teu olhar, procurei-te rosto a rosto para confirmar e sim, não era nenhuma visão momentânea do desejo, mas sim tu, estavas lá. Foi uma visão quente, uma visão de quem aprende a observar intrinsecamente um pedido que aceitei de imediato e mais uma vez sem ter noção que disse sim, sem adiar, sem calcular. 
Pedi opinião e disseram-me "vai, não esperes, vai" e eu fui, caminhei por ruas sem destino, passei por rostos que não distinguia, transparentes, ocos até, pois nada me transmitiam, nada lhes retinha... até que por fim, passados uns minutos, que foram horas eu te encontrei, ao fundo, na tua discreta pose de quem está e não está, de quem me suscita curiosidade, de quem tem muito para contar. 
Contar, convidaste-me para te contar histórias divagadas na pessoa, no tempo, no enigma que te envolve, que me envolve, que nos envolve, convidaste-me mais uma vez a te olhar e como eu adoro te olhar, tives-te a delicadeza de me saber olhar quando percebeste que era de ti que estava a precisar. 
Adoro era a palavra que mais me vinha à mente, estava doente de tanto adorar, a febre subia a cada minuto que passava e o internamento estava próximo, mas eu não me importava, aquele lugar era seguro, era aconchegado e eu não poderia exigir mais dos serviços, tive a pensão completa dos cuidados, da segurança, do conforto, mesmo passando por várias convulsões, ao qual tu resistis-te e receitas-te deixando mais uma colher de xarope, doce, como tu, e como eu mais uma vez, adoro! 

Seguimos caminho, mas a vacina do mimo é urgente e faz parte do tratamento?! Dás-ma?! 



terça-feira, 22 de maio de 2012

No mundo da Lua

Ai vida, que partida me pregas-te! 
A serio que não contava com tamanha surpresa, com tamanha euforia de sentimentos. Ai meu Deus, não  lembrava já como era me sentir assim, onde andei este tempo todo? Em outra vida? Não iluminada? 
É porque me sinto a gravitar na Lua, onde tudo à volta são estrelas que me ajudam a caminhar. Sim, eu sei, nem sempre são dias assim, e acreditem que ontem, aíi o dia de ontem, parecia que estava tudo contra, seria do nº11?! pois, não sei! mas foi horrível! Não sabia já caminhar, não tinha destino, andava perdida na tua imagem, na saudade que sentia e o trabalho esse não ajudava, tanto para fazer e nada conseguia concluir e na loja, aí foi o sofrimento total, que revolta, aiii ... 
Mas hoje, em comparação e ironicamente falando, hoje eu danço ao som dos meus pensamentos e sorrisos, hoje eu comprava o mundo porque ele me servia, hoje eu pedia emprestada uma estadia na lua e juntamente contigo escolhia um cantinho... não, não era preciso muito espaço, apenas um cantinho onde te pudesse olhar olhos nos olhos, sussurrar-te ao ouvido e perguntar-me como é possível estar assim...? 
Foi estranho, dizem que fiquei vermelha, ohh mas eu já sou tão corada, tão inquieta que isso quase que era mentira não fosse eu sentir as borboletas da minha estupidez gravada e destinada! 
Naquele momento, apeteceu-me correr atrás, sem nada dizer, apenas pedir com o toque que ficasses ou então que não desaparecesses. 


O amanhã eu não sei, mas hoje ... ahh hoje estou contagiada com a tua luz, linda, tal e qual à da Nossa lua, vamos?! 


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Um pássaro diferente

Todos os dias adquirimos algo na vida.

Podemos adquirir amigos, objectos supérfluos, sorrisos verdadeiros, lágrimas inexplicáveis, liberdade e tantas outras coisas…

E se eu vos dissesse que um dia adquiri a amizade de um “pássaro”.

Esse mesmo “pássaro” ensinou-me tantas coisas novas mas acima de tudo ensinou-me a ver a vida de maneira diferente.
Descrever alguém é sempre difícil, então se for alguém que marca a diferença na nossa vida é mais difícil ainda…
Mas vou tentar!
Por cima das penas mostra tamanha segurança que qualquer medo de cair é secundário.
Por baixo das penas guarda, como se fosse um tesouro, a pessoa que é.
No bico transporta um sorriso seguro, verdadeiro e grande parte da sua beleza.
O seu canto transforma-se em palavras, frases, e até conselhos.
Este “pássaro” transporta mais que qualquer pássaro: liberdade, racionalidade e humanismo.
A sua expressão é leal ao seu estado de espírito, se esta feliz (canta euforicamente ate me doer os ouvidos), se esta triste (nem sequer fala). De uma coisa tenho a certeza fingir não faz parte da sua bagagem.
Há duas coisas que adoro particularmente nele.
1- A visão que faz do mundo, da vida, das pessoas é tão radical que dá até vontade de viver no seu mundo.
2- É apaixonado, por coisas simples, coisas complexas, mas é de tal maneira apaixonado que faz com que a sua filosofia de vida seja apaixonante.

Podia ficar a tarde toda a descreve-lo, é isto é aquilo, mas não valia de muito. Todos os dias ensina uma coisa nova, todos os dias são diferentes! Porque nele existe mistério e segredo.

Basta dizer que faz os que estão ao seu redor gostar dele mesmo pela sua simplicidade.

Ele não sabe, mas um dia vai aperceber-se que dentro e fora dele existe uma bolsa que contem tamanha beleza, tamanhas qualidades e defeitos que fazem com que ele seja mais especial do que a liberdade que qualquer pássaro transporta em seu poder.
Chamei-te um “pássaro” diferente porque é isso mesmo que para mim és, diferente mas um exemplo :D

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Semana

É... a palavra Semana faz todo o sentido, hoje! 
Eu explico porquê, porque uma nova vida está a ser vivida, porque outras vidas passaram para o lado de lá do esquecimento, mas não da preocupação, pois essa é constante e traz o fogo que tenho medo de  novamente tocar, traz ao de cima um enevoado que  tal como o dia de hoje, espero que não se torne escuro e não comece a pingar... iria custar ter que correr a avenida para fugir desta trovoada que se adivinha da tua vida próxima, por isso, abriga-te enquanto podes, enquanto te avisam do perigo que estás a correr, porque se não, lá virá como na Mensagem, o "Mostrengo" para te assombrar e levar de ti a réstia de cultura e sanidade que ainda teimam em não fugir. 
Mas semana não é feita só disto, nuvens, é feita também de um pó que foi depositado em mim, tal e qual um pó de arroz que a princesas usam no rosto, branco de pureza e liberdade, branco de renovação e bem-haja ao novo dia. 
Vão-me achar maluca, mas ao longo desta semana senti-me quase como uma Gueixa, uma mulher japonesa em pleno estudo daquela que é tradição milenar da arte da sedução, da dança, do canto e sabem, andei a treinar tudo isto em mim, para ti mas para mim, para nós mas para mim, para o meu ego sobretudo. 
Sinto-me a curar feridas, a construir castelos imaginários de uma vida ao qual acredito mas que muito me falta para a construir... 

E foi assim.... semana! 

terça-feira, 15 de maio de 2012

Imaginação

"Ao fundo, ali, sim ali mesmo, na esquina, olha que está na hora, por isso, é normal que seja!"
Pois foi exactamente este monólogo que foi feito por mim, hoje, quando avistei algo parecido com o que sonhava, alucinações é assim que se costuma dizer, mas não, não era... era este, aquele e outro, tudo menos a minha imagem encaracolada e sorridente, tudo menos os olhos que preciso urgentemente de questionar, porque sabem, tantas opiniões que já ouvi sobre esta minha maluqueira, mas, ninguém sabe de ti, parte incerta! Nem eles, nem eu, nem nós, porque imagina lá uma mesa, sim tal e qual como no inicio, recheada de convívio e palavras, sorrisos, abraços e companhia, mas faltou-me sempre, a sobremesa, sim aquele doce indispensável, aveludado que aconchega a alma, que tem consequências vastas mas que ignoramos, pois, o prazer sobrepõe-se, a saliva aumenta e garanto, teriam sido uns largos minutos de prazer oculto, misterioso, sentido e perverso por vezes... 
Hum, lê e imagina! 


sábado, 12 de maio de 2012

Rebuliço

Não sei o que se passa... onde vim parar? Que mundo é este?
Por favor, respondam-me pensamentos novos, imagens novas, luzes novas, arrepios novos?
Onde estou eu a entrar, sem querer, mais uma vez num precipício, num buraco sem fundo ou numa aventura boa de ser vivida e bem intencionada desta vez?
Desculpem-me tantas perguntas, mas é que, de repente, pensei que não estava a viver a mesma vida que há um mês atrás, sim, é pouco tempo eu sei, mas... o facto é que... a rota mudou meio de sentido e fiquei parada numa paragem nova, na beira da estrada, onde ouço música, sorrisos, abraços, mimos, atenção, convites e mais uma vez, medo, ciúmes, e a idade cronológica invertida desta vez...
Mas por falar em tempo, horas passaram a ser minutos e minutos instantes que fazem o pensamento voar e voar... a noite embalou e o amanhecer proporcionou a carícia suave da troca e agora eis o que restou, a confusão!!
Haviam dois caminhos para escolher e escolhi de imediato aquele, sem pensamento, sem mas nem porquês, de cabeça, mas com uma mão segura que me amparou quase todo o tempo, quase todos o instante...
E foi aí... no momento em que me senti desamparada que adiei a decisão face à proposta e cheia de medo mais uma vez decidi numa verdade não verdadeira da realidade e me arrependi....


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Chuva

Nuvens cinzentas, raios escuros e uma luminosidade muito pouco perceptível, era este o cenário! 
Primeiro a ameaça, depois o vento, umas pequenas gotas e por fim, a tempestade acompanhada de um copo de álcool... o contraste era o da música serena, calma, que embalava sentimentos agradavelmente alucinantes e penetrantes de uma alma repleta de liberdade selvagem e perigosamente ferida, à muito ferida... À muito ferida! 
No rosto as gotas misturaram-se e transformaram-se em lágrimas de tristeza e alegria, solidão e companhia, lume e fogo petrificado na  alma, enquanto um abandonado corpo movia os passos de valsa dançados no imaginário, dançados no sonho repleto da fantasia e contrastes típicos do aconchego.  
O frio era notório e o corpo nada sentia, só a alma doía! O aconchego, esse era o desejado, o venerado, o pensado e mais querido de todos, e de repente, as carícias eram sentidas pela leve brisa repentina do vento mas, este era oco, sem tamanho e sofisticação, sem cheiro, sem significado! 
Pobre vestido que balança no vazio e que levantava almas corroídas e nada coloridas! 
Mas, por fim, bem no fim, quando a esperança fugia, eis que as estrelas brilharam ao som do último acorde da música, como que uma prova de que afinal não tinha sido esquecido, que embalava a saudade e marcava a alma e que  jamais se podia alguma vez esquecer! 
  

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Loucura

Entrar nesta viagem foi talvez das maiores loucuras da minha vida! 
Digo loucura, mas poderia dizer desejo, vontade, medo... tudo palavras fortes que qualificam esta minha ida. Sabem aquela sensação do desconhecido "completamente à nora"? Pois, era mesmo assim que eu estava; todos os dias eram incertos, e agora qual o caminho a seguir? amanhã onde vou estar? qual o comboio que me vai levar? e não, não foram os transportes que me levaram, mas a minha alma, sim, levou-me até, aquela que aparentemente é uma  igreja repleta de passado e sofrimento, a mim transmitiu-me o certo e a mudança incerta. A partir desse momento, foi mudança atrás de mudança, rostos, fisionomias, danças, cantares, sorrisos e orgulho, muito orgulho em fazer parte, em estar lá, mesmo, por vezes, indo ao contrário do que sou e do que faço, engolindo todos os podres que existem, mas que em confronto com esse meu orgulho, esse meu crescimento, é uma chama muito pequena que eu só permito que acendam quando eu estou disposta para tal! 
Ganhei tantas defesas, tantas ginástica de palavras face ao correcto e ao incorrecto, ao bem e ao mal que houve um momento decisivo, onde senti que a responsabilidade tinha que ser elevada... não, não bastava querer sonhar, não, não bastava sentir-me como sempre me senti mimada por vocês, não! era a vez de ter de assumir a responsabilidade de ensinar o caminho a outro, a ti, que sempre disse que serias meu e a ti que por um largo sorriso de simpatia, eu conquistei de ti a fidelidade ao longo deste tempo transmitido e a ti, não menos importante, conquista imediata!   
É tempo de vos lançar, meus corvos feridos, voem, voem o mais alto que conseguirem, que estarei sempre, aqui, por debaixo da minha capa, a ver-vos voar e a conquistar!
Quanto a mim, resta-me despedir de quem me protegeu e me embalou, resta-me levar-vos no coração, pois, chegou a vossa hora, a hora de partir!! 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ciumes*

É com insultos que me dirijo a ti a cada pensamento, a cada imagem inacabada do momento em que divulgaria a nossa verdade ao mundo! Ao nosso mundo sujo,que está estragado, impregnado de lixeira que deixamos entrar, de marcas registadas tal e qual fósseis, que estão anos e anos para se descobrir e quando descobrimos sabemos que é para sempre, passa a ser património (quase genético) que manipula as nossas acções...
- Merda! foi o que disse depois de ter tomado a decisão, precipitada? insegura? urgente? talvez, saberei ao longo deste próximos dias o que a minha sanidade mental diz.
Fica lá com a bebida do outro, a companhia fria de um corpo gélido que te corrói e manipula e com tudo aquilo ao qual tu, por mais que avisado, corres atrás. Não, não te admires desta minha franqueza, é a verdade e todo o mundo vê e lê nos teu olhos. Eu própria sei o que me transmitiste hoje, no meio do nada, do inespressivo silêncio, da aparente monotonia, toda a tua posição foi de defesa, porque ele te fez achar "o rei  do mundo", com ele podes tudo, comigo podes nada. Ele elege-te como a taça ganha numa batalha de esgrima contra mim... e tu vais, cobarde de merda! vais e olhas para trás, sempre, mas não tens força, nem coragem, acanhas-te perante uma abominavel criança grande e manipuladora, sozinha no mundo das suas fantasias que sabes que existe mas finges não ver!!
- Ciumes diz ele!... muito bem, pois são! Sabes bem que o caminho certo não era este, mas sim o que me prometeste, tempos antes, onde o calor reinava e o longinquo também. Aí sim, aí eu, a aquela que gostavas que fosse tua puta, estava lá, de pernas abertas pronta para te receber, vendada daquilo a que chamaria ilusão.
- E tu o que dizes? nada? 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

"Ele falava,
Ela SORRIA,
Ele nem notava,
Ela seduzia,
Ele sorria,
Ela SONHAVA.

Ela encostava,
Ele FUGIA,
Ela suspirava,
... Ele TREMIA,
Ela tentava,
Ele não via.

Ela insinuou,
Ele nem viu,
Ela ROÇOU,
Ele resistiu,
Ela avançou
Ele fugiu.

Ela não desistiu,
Ele GOSTOU,
Ela despiu,
Ele a AMOU,
Eles se amaram…

ELES se amaram." ♥**

Francis Raposo Ferreira

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Colecionar segredos**

A minha vida é guardada numa caixa de segredos, repleta de viagens realizadas ou sonhadas, momentos, concertos, imagens e até recordações de chupas ou pastilhas comidas aqui ou ali. Existem cartas também, umas desabafos, outras partilhas, outras a felicitar e outras com sentimentos de amizade e responsabilidade e tal como alguém disse "temos que nos apoiar sempre" - esta é a pura realidade de que vive preocupado mesmo sem quase se conhecer, mas assumindo responsabilidade !


Por fim, o mais ironico destes segredos todos, é que TU, segredo que faço questão de guardar, não te encontras em nenhuma caixa mas sim, na minha mente e ao contrário de todos os outros que para os rever preciso de abrir ve-los brilhar, contigo é diferente, andas sempre comigo, por isso, não és um segredo mas sim um TESOURO, só ainda não sei o teu verdadeiro valor*

segunda-feira, 9 de abril de 2012


                               não pertendia domesticar, apenas poder caminhar lado a lado...**
                                                                         Parabéns*

sábado, 7 de abril de 2012



diz que fica, diz que vai . diz que não sabe, diz que tem, diz que gosta, diz que ama . diz tanta coisa, de tantos jeitos que eu já nem sei mais o que é verdade atrás dos teus dizeres **

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Aviso da lua que menstrua**

"Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
Cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
Às vezes parece erva, parece hera
Cuidado com essa gente que gera
Essa gente que se metamorfoseia
Metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
... E ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
Mas é outro lugar, aí é que está:
Cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
Que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
Transforma fato em elemento
A tudo refoga, ferve, frita
Ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
É que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
É que tô falando na "vera"
Conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
Delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
Ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo
Já se alcança a "cidade secreta"
A atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
Cai na condição de ser displicente
Diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
Que a mulher extrai filosofando
Cozinhando, costurando e você chega com mão no bolso
Julgando a arte do almoço: eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
Tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
Então esquece de morder devagar
Esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
Chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
Vaca é sua mãe. de leite.
Vaca e galinha...
Ora, não ofende. enaltece, elogia:
Comparando rainha com rainha
Óvulo, ovo e leite
Pensando que está agredindo
Que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!" - Elisa Lucinda*

segunda-feira, 26 de março de 2012

Inimiga*

Sete letras tem o teu nome,
Tem esta palavra,
Inimiga te considero,
Não pelo que és,
Mas pelo que representas,
Realidade na vida de uns,
Fantasia na de outros,
Alimentas-lhe o ego,
Esse ego à muito ferido,
E mal resolvido.

Provocas-me angustia,
Insónias,
Fazes-me mais uma vez questionar,
O porquê de continuar

Tão explosiva que sou,
Tão inconsequente por vezes,
Porque me bloqueias?

Li-te agora,
Mas já te conhecia.
Não tens respeito,
Sabes que estou por perto,
Na hora em que está ocupado comigo,
Não te guardo sinpatia,
Pois de momento...
Comunica em palavras contigo,
E comigo por telepatia - MB*


"Eu não aguento mais... ai, ai, ai"

domingo, 25 de março de 2012

Caminho*

"Caminho,
já andamos tanto,
a sola do meu sapato se encontra gasta,
o branco da pureza do tecido que revestia se tornou cinzento,
os cordoões já não apertam,
tal é a saturação de tanta promessa,
dizias: o caminhos hoje vai ser diferente,
e no final,
a montanha era a mesma,
e foi-se formando mais e mais buracos,
insições que geraram ferida em meus pés,
bolhas prestes a rebentar perante cada passo,
pedis-te: corre comigo,
lá no teu aqui e agora,
e eu juro que corri o mais que pude,
mas quando te pedi para abrandares,
tu continuas-te,
e todo se tornou mais e mais doloroso"

sexta-feira, 23 de março de 2012

Vicio*

Tomei finalmente consciência que geras vicio em mim, tal e qual o fumo do tabaco nos fumadores ou o alcool para os alcoólicos... sim, tens efeitos secundários, provocas-me ressaca se não te tiver, nervosismo, tristeza, lágrimas, enfim.... o quadro tipico de uma depressão*

És um vicio e tal como todos os outros, habituei-me a ti... o meu corpo exige, a minha alma também, mas a minha razão à muito que me diz para fazer uma desentoxicação, uma reflexão em grupo ou isolada sobre este caminho que percorremos juntos até hoje... crescemos, vivemos, e agora estamos a morrer, os dois, sim tal e qual Inês de Castro, essa saga que diz que o amor verdadeiro segue-nos até na morte.

Sinto-me a morrer e não o quero fazer, sinto-me a perder oportunidades que desejava alcançar, mas és mais forte do que eu... sinto-me tal e qual um viciado, que tem projectos hipotéticos para a vida dele, mas que perante o ponto de viragem tudo estagna, ficamos que nem um burro na ponte com medo de cair, com medo de sair da zona confortável, aquela que já conhecemos, aquela onde crescemos.

Exposeram-me uma realidade que há muito consideravas ser nula, porquê? Porque vivia uma fantasia, porque não me deixas acreditar noutra realidade se não a tua, porque me envenenas com teus gestos que eu, por muito que saiba que é só e apenas a trela para eu não fugir, amo aqueles minutos de ilusão, aqueles minutos de embriagues...

PS. Tenho de tomar uma decisão, desintoxicas-te comigo e seguimos os dois? ou aceito a oportunidade de longe, numa clínica de vida diferente, mais nova, seguir apenas eu?*