Cada vida é feita de várias áreas distintas, que versam sobre ambientes, comportamento, verdades e mentiras, sentimentos e ilusões igualmente contraditórios. Em todas estas áreas giram emoções, emoções estas que nos põe à prova todos os dias, que nos acarinham e insultam a cada instante, que provocam a instabilidade emocional e de arrasto o sentimento de insegurança.
Sim, foi insegurança que senti sempre, que sinto hoje, tal e qual como à anos atrás, insegurança provocada por vocês egoístas que me pertencem e que vivem de forma individual, cada um para seu canto, comigo no meio, a balançar, a ser o ping pong do vosso mundo, a inalar fúria, raiva e desespero, a engolir as lágrimas sensíveis e constantes, que só registam momentos idílicos de fuga.
Fugir, é isso, fugir para um canto longe, encolher os meus medos, dissipar desta prisão construída e viver, viver muito, outras paisagens, outras cores, aprender a ver cores belas e brilhantes, aprender a saborear novos sabores, doces, açucarados, apurados e picantes. Chega de só conhecer o amargo!
Sabem, à bem pouco tempo deram-me a provar o doce, e ao contrário das outras vezes todas, eu desta vez quis provar, sentir se realmente era fofo e não enganava como o algodão e aí, aí tenho ido provando, devagarinho e gostanto, gostando muito até, e sabem porquê? Porque provo segurança e protecção, provo palavras bonitas, provo toque, provo um caminho novo que eu quero desbravar, um caminho só meu mas com consequências nos outros. Sim, eu sei, eu sou uma só, mas quando caminho, neste caminho de segurança, muitos são os que me sentem e abordam, gostando do que vêm, apoiando mesmo não sabendo, aconchegando-me a mim cada vez mais, neste percurso que quero seguir, contigo, comigo, connosco!
Mas, avisaram-me e é um facto, este caminho tem de ser amplo, pois de dois não se faz uma vida, e por isso, temos caminhos e travessas abertas, para que sempre que precisemos vermos outras vidas, vermos outros cantos e assim sentirmos os feedback, pormenor a pormenor de cada um de vocês, com partilhas, observações, gentilezas, apoio, e acima de tudo, com olhares, pois assim, "todos nós sabemos, mas ninguém sabe", mantendo a privacidade desta segurança bela, pura mas implícita.

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