quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ciumes*

É com insultos que me dirijo a ti a cada pensamento, a cada imagem inacabada do momento em que divulgaria a nossa verdade ao mundo! Ao nosso mundo sujo,que está estragado, impregnado de lixeira que deixamos entrar, de marcas registadas tal e qual fósseis, que estão anos e anos para se descobrir e quando descobrimos sabemos que é para sempre, passa a ser património (quase genético) que manipula as nossas acções...
- Merda! foi o que disse depois de ter tomado a decisão, precipitada? insegura? urgente? talvez, saberei ao longo deste próximos dias o que a minha sanidade mental diz.
Fica lá com a bebida do outro, a companhia fria de um corpo gélido que te corrói e manipula e com tudo aquilo ao qual tu, por mais que avisado, corres atrás. Não, não te admires desta minha franqueza, é a verdade e todo o mundo vê e lê nos teu olhos. Eu própria sei o que me transmitiste hoje, no meio do nada, do inespressivo silêncio, da aparente monotonia, toda a tua posição foi de defesa, porque ele te fez achar "o rei  do mundo", com ele podes tudo, comigo podes nada. Ele elege-te como a taça ganha numa batalha de esgrima contra mim... e tu vais, cobarde de merda! vais e olhas para trás, sempre, mas não tens força, nem coragem, acanhas-te perante uma abominavel criança grande e manipuladora, sozinha no mundo das suas fantasias que sabes que existe mas finges não ver!!
- Ciumes diz ele!... muito bem, pois são! Sabes bem que o caminho certo não era este, mas sim o que me prometeste, tempos antes, onde o calor reinava e o longinquo também. Aí sim, aí eu, a aquela que gostavas que fosse tua puta, estava lá, de pernas abertas pronta para te receber, vendada daquilo a que chamaria ilusão.
- E tu o que dizes? nada? 

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