sexta-feira, 23 de março de 2012

Vicio*

Tomei finalmente consciência que geras vicio em mim, tal e qual o fumo do tabaco nos fumadores ou o alcool para os alcoólicos... sim, tens efeitos secundários, provocas-me ressaca se não te tiver, nervosismo, tristeza, lágrimas, enfim.... o quadro tipico de uma depressão*

És um vicio e tal como todos os outros, habituei-me a ti... o meu corpo exige, a minha alma também, mas a minha razão à muito que me diz para fazer uma desentoxicação, uma reflexão em grupo ou isolada sobre este caminho que percorremos juntos até hoje... crescemos, vivemos, e agora estamos a morrer, os dois, sim tal e qual Inês de Castro, essa saga que diz que o amor verdadeiro segue-nos até na morte.

Sinto-me a morrer e não o quero fazer, sinto-me a perder oportunidades que desejava alcançar, mas és mais forte do que eu... sinto-me tal e qual um viciado, que tem projectos hipotéticos para a vida dele, mas que perante o ponto de viragem tudo estagna, ficamos que nem um burro na ponte com medo de cair, com medo de sair da zona confortável, aquela que já conhecemos, aquela onde crescemos.

Exposeram-me uma realidade que há muito consideravas ser nula, porquê? Porque vivia uma fantasia, porque não me deixas acreditar noutra realidade se não a tua, porque me envenenas com teus gestos que eu, por muito que saiba que é só e apenas a trela para eu não fugir, amo aqueles minutos de ilusão, aqueles minutos de embriagues...

PS. Tenho de tomar uma decisão, desintoxicas-te comigo e seguimos os dois? ou aceito a oportunidade de longe, numa clínica de vida diferente, mais nova, seguir apenas eu?*  

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