Todos nós reconhecemos este filme. Fez parte da minha infância e cada vez que penso no filme lembro-me sempre no carinho do momento da massa que é partilhada e termina num beijo, sentido e suave.
Neste últimos tempos tenho-me, de facto, sentido uma Dama, não por de repente ter começado a usar brilhantes, pisar um salto alto ou pintar as unhas; não porque passei a jantar em restaurantes em plena luxuria da cidade ou a frequentar a ópera local, mas porque de repente eu sinto o brilho do meu sorriso e do meu olhar, eu sinto-me todos os dias com a pele regenerada e tonificada, eu sinto-me acompanhada por uma luz que brilha e me torna a Dama "Querida" do filme.
E tu és o meu Vagabundo, e sabes porquê? Porque roubaste-me a direcção e o pensamento e fazes-me sentir a vida de uma outra forma, nova mas bela e especial, onde a imaginação e os impulsos se apoderam e constroem a nossa história infantil e aconchegada.
Mas voltando à cena inicial, nós não temos a massa nem a partilhamos, nós não temos o pêlo que se toca, nós não temos o restaurante italiano, não temos a luz das velas, mas temos muito mais, nós somos cúmplices neste segredo de sentimentos, nós temos o calor do momento, temos a pele que se entrelaça, o mimo de um rosto que pica e que aconchega, temos atenção e o carinho que se multiplica.
Em síntese, tu como meu Vagabundo, raptaste-me e agora peço-te que me leves contigo, mostrando-me cada beco por onde te escondes, me protejas de cada perigo externo a nós, me acaricies o rosto, me abraces, pois à tua beira eu sinto-me leve como uma pena, pronta para voar contigo ao sabor de cada brisa que soprares!

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