segunda-feira, 9 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Aviso da lua que menstrua**
"Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
Cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
Às vezes parece erva, parece hera
Cuidado com essa gente que gera
Essa gente que se metamorfoseia
Metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
... E ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
Mas é outro lugar, aí é que está:
Cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
Que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
Transforma fato em elemento
A tudo refoga, ferve, frita
Ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
É que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
É que tô falando na "vera"
Conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
Delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
Ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo
Já se alcança a "cidade secreta"
A atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
Cai na condição de ser displicente
Diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
Que a mulher extrai filosofando
Cozinhando, costurando e você chega com mão no bolso
Julgando a arte do almoço: eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
Tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
Então esquece de morder devagar
Esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
Chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
Vaca é sua mãe. de leite.
Vaca e galinha...
Ora, não ofende. enaltece, elogia:
Comparando rainha com rainha
Óvulo, ovo e leite
Pensando que está agredindo
Que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!" - Elisa Lucinda*
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
Cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
Às vezes parece erva, parece hera
Cuidado com essa gente que gera
Essa gente que se metamorfoseia
Metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
... E ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
Mas é outro lugar, aí é que está:
Cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
Que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
Transforma fato em elemento
A tudo refoga, ferve, frita
Ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
É que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
É que tô falando na "vera"
Conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
Delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
Ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo
Já se alcança a "cidade secreta"
A atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
Cai na condição de ser displicente
Diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
Que a mulher extrai filosofando
Cozinhando, costurando e você chega com mão no bolso
Julgando a arte do almoço: eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
Tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
Então esquece de morder devagar
Esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
Chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
Vaca é sua mãe. de leite.
Vaca e galinha...
Ora, não ofende. enaltece, elogia:
Comparando rainha com rainha
Óvulo, ovo e leite
Pensando que está agredindo
Que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!" - Elisa Lucinda*
terça-feira, 27 de março de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
Inimiga*
Sete letras tem o teu nome,
Tem esta palavra,
Inimiga te considero,
Não pelo que és,
Mas pelo que representas,
Realidade na vida de uns,
Fantasia na de outros,
Alimentas-lhe o ego,
Esse ego à muito ferido,
E mal resolvido.
Provocas-me angustia,
Insónias,
Fazes-me mais uma vez questionar,
O porquê de continuar
Tão explosiva que sou,
Tão inconsequente por vezes,
Porque me bloqueias?
Li-te agora,
Mas já te conhecia.
Não tens respeito,
Sabes que estou por perto,
Na hora em que está ocupado comigo,
Não te guardo sinpatia,
Pois de momento...
Comunica em palavras contigo,
E comigo por telepatia - MB*
"Eu não aguento mais... ai, ai, ai"
Tem esta palavra,
Inimiga te considero,
Não pelo que és,
Mas pelo que representas,
Realidade na vida de uns,
Fantasia na de outros,
Alimentas-lhe o ego,
Esse ego à muito ferido,
E mal resolvido.
Provocas-me angustia,
Insónias,
Fazes-me mais uma vez questionar,
O porquê de continuar
Tão explosiva que sou,
Tão inconsequente por vezes,
Porque me bloqueias?
Li-te agora,
Mas já te conhecia.
Não tens respeito,
Sabes que estou por perto,
Na hora em que está ocupado comigo,
Não te guardo sinpatia,
Pois de momento...
Comunica em palavras contigo,
E comigo por telepatia - MB*
"Eu não aguento mais... ai, ai, ai"
domingo, 25 de março de 2012
Caminho*
"Caminho,
já andamos tanto,
a sola do meu sapato se encontra gasta,
o branco da pureza do tecido que revestia se tornou cinzento,
os cordoões já não apertam,
tal é a saturação de tanta promessa,
dizias: o caminhos hoje vai ser diferente,
e no final,
a montanha era a mesma,
e foi-se formando mais e mais buracos,
insições que geraram ferida em meus pés,
bolhas prestes a rebentar perante cada passo,
pedis-te: corre comigo,
lá no teu aqui e agora,
e eu juro que corri o mais que pude,
mas quando te pedi para abrandares,
tu continuas-te,
e todo se tornou mais e mais doloroso"
já andamos tanto,
a sola do meu sapato se encontra gasta,
o branco da pureza do tecido que revestia se tornou cinzento,
os cordoões já não apertam,
tal é a saturação de tanta promessa,
dizias: o caminhos hoje vai ser diferente,
e no final,
a montanha era a mesma,
e foi-se formando mais e mais buracos,
insições que geraram ferida em meus pés,
bolhas prestes a rebentar perante cada passo,
pedis-te: corre comigo,
lá no teu aqui e agora,
e eu juro que corri o mais que pude,
mas quando te pedi para abrandares,
tu continuas-te,
e todo se tornou mais e mais doloroso"
sexta-feira, 23 de março de 2012
Vicio*
Tomei finalmente consciência que geras vicio em mim, tal e qual o fumo do tabaco nos fumadores ou o alcool para os alcoólicos... sim, tens efeitos secundários, provocas-me ressaca se não te tiver, nervosismo, tristeza, lágrimas, enfim.... o quadro tipico de uma depressão*
És um vicio e tal como todos os outros, habituei-me a ti... o meu corpo exige, a minha alma também, mas a minha razão à muito que me diz para fazer uma desentoxicação, uma reflexão em grupo ou isolada sobre este caminho que percorremos juntos até hoje... crescemos, vivemos, e agora estamos a morrer, os dois, sim tal e qual Inês de Castro, essa saga que diz que o amor verdadeiro segue-nos até na morte.
Sinto-me a morrer e não o quero fazer, sinto-me a perder oportunidades que desejava alcançar, mas és mais forte do que eu... sinto-me tal e qual um viciado, que tem projectos hipotéticos para a vida dele, mas que perante o ponto de viragem tudo estagna, ficamos que nem um burro na ponte com medo de cair, com medo de sair da zona confortável, aquela que já conhecemos, aquela onde crescemos.
Exposeram-me uma realidade que há muito consideravas ser nula, porquê? Porque vivia uma fantasia, porque não me deixas acreditar noutra realidade se não a tua, porque me envenenas com teus gestos que eu, por muito que saiba que é só e apenas a trela para eu não fugir, amo aqueles minutos de ilusão, aqueles minutos de embriagues...
PS. Tenho de tomar uma decisão, desintoxicas-te comigo e seguimos os dois? ou aceito a oportunidade de longe, numa clínica de vida diferente, mais nova, seguir apenas eu?*
És um vicio e tal como todos os outros, habituei-me a ti... o meu corpo exige, a minha alma também, mas a minha razão à muito que me diz para fazer uma desentoxicação, uma reflexão em grupo ou isolada sobre este caminho que percorremos juntos até hoje... crescemos, vivemos, e agora estamos a morrer, os dois, sim tal e qual Inês de Castro, essa saga que diz que o amor verdadeiro segue-nos até na morte.
Sinto-me a morrer e não o quero fazer, sinto-me a perder oportunidades que desejava alcançar, mas és mais forte do que eu... sinto-me tal e qual um viciado, que tem projectos hipotéticos para a vida dele, mas que perante o ponto de viragem tudo estagna, ficamos que nem um burro na ponte com medo de cair, com medo de sair da zona confortável, aquela que já conhecemos, aquela onde crescemos.
Exposeram-me uma realidade que há muito consideravas ser nula, porquê? Porque vivia uma fantasia, porque não me deixas acreditar noutra realidade se não a tua, porque me envenenas com teus gestos que eu, por muito que saiba que é só e apenas a trela para eu não fugir, amo aqueles minutos de ilusão, aqueles minutos de embriagues...
PS. Tenho de tomar uma decisão, desintoxicas-te comigo e seguimos os dois? ou aceito a oportunidade de longe, numa clínica de vida diferente, mais nova, seguir apenas eu?*
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