segunda-feira, 26 de março de 2012

Inimiga*

Sete letras tem o teu nome,
Tem esta palavra,
Inimiga te considero,
Não pelo que és,
Mas pelo que representas,
Realidade na vida de uns,
Fantasia na de outros,
Alimentas-lhe o ego,
Esse ego à muito ferido,
E mal resolvido.

Provocas-me angustia,
Insónias,
Fazes-me mais uma vez questionar,
O porquê de continuar

Tão explosiva que sou,
Tão inconsequente por vezes,
Porque me bloqueias?

Li-te agora,
Mas já te conhecia.
Não tens respeito,
Sabes que estou por perto,
Na hora em que está ocupado comigo,
Não te guardo sinpatia,
Pois de momento...
Comunica em palavras contigo,
E comigo por telepatia - MB*


"Eu não aguento mais... ai, ai, ai"

domingo, 25 de março de 2012

Caminho*

"Caminho,
já andamos tanto,
a sola do meu sapato se encontra gasta,
o branco da pureza do tecido que revestia se tornou cinzento,
os cordoões já não apertam,
tal é a saturação de tanta promessa,
dizias: o caminhos hoje vai ser diferente,
e no final,
a montanha era a mesma,
e foi-se formando mais e mais buracos,
insições que geraram ferida em meus pés,
bolhas prestes a rebentar perante cada passo,
pedis-te: corre comigo,
lá no teu aqui e agora,
e eu juro que corri o mais que pude,
mas quando te pedi para abrandares,
tu continuas-te,
e todo se tornou mais e mais doloroso"

sexta-feira, 23 de março de 2012

Vicio*

Tomei finalmente consciência que geras vicio em mim, tal e qual o fumo do tabaco nos fumadores ou o alcool para os alcoólicos... sim, tens efeitos secundários, provocas-me ressaca se não te tiver, nervosismo, tristeza, lágrimas, enfim.... o quadro tipico de uma depressão*

És um vicio e tal como todos os outros, habituei-me a ti... o meu corpo exige, a minha alma também, mas a minha razão à muito que me diz para fazer uma desentoxicação, uma reflexão em grupo ou isolada sobre este caminho que percorremos juntos até hoje... crescemos, vivemos, e agora estamos a morrer, os dois, sim tal e qual Inês de Castro, essa saga que diz que o amor verdadeiro segue-nos até na morte.

Sinto-me a morrer e não o quero fazer, sinto-me a perder oportunidades que desejava alcançar, mas és mais forte do que eu... sinto-me tal e qual um viciado, que tem projectos hipotéticos para a vida dele, mas que perante o ponto de viragem tudo estagna, ficamos que nem um burro na ponte com medo de cair, com medo de sair da zona confortável, aquela que já conhecemos, aquela onde crescemos.

Exposeram-me uma realidade que há muito consideravas ser nula, porquê? Porque vivia uma fantasia, porque não me deixas acreditar noutra realidade se não a tua, porque me envenenas com teus gestos que eu, por muito que saiba que é só e apenas a trela para eu não fugir, amo aqueles minutos de ilusão, aqueles minutos de embriagues...

PS. Tenho de tomar uma decisão, desintoxicas-te comigo e seguimos os dois? ou aceito a oportunidade de longe, numa clínica de vida diferente, mais nova, seguir apenas eu?*  

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Limpa lágrimas

Uma vez, era eu muito pequenina, uma mulher quase feita, encolhida no mais fundo dos meus lençóis, envolvida na maior das escuridões, pensei ter-me assustado com tamanha tristeza que envolvia aquele lugar, a tristeza da incompreensão, a tristeza do cansaço envolvente, a tristeza da revolta sentida depois de um dia cheio de turbilhões, onde altos e baixos significam o mesmo, pois a veracidade das situações não está lá! 
A revolta dói, a injustiça corroí... e a vida segue com mais do mesmo, a subrevalorização de poder perante um sociedade que se diz justa e sem supremacia do poder, mas isso eu não vejo! eu vejo a injustiça a perdurar, o poder a subressair, a chamada "má-língua" a vençer e pior de tudo, é saber que num dia, todas estas caracteristicas são realçada com o cinismo que envolve todo o desconhecido e que não conheçe aquele quarto de emoções que tráz para casa como sendo resultado de todo aquele diário. 
Agarro-me que nem uma criança indefesa a um simples e unico pluche de pêlo, para limpar as minhas lágrimas, pois abraços aquela hora já não existem, resta apenas o cansaço da incompreensão, a certesa  que demos o mellhor e a vontade de não mais voltar aquele túmulo de emoções frustradas que corrói e contagia quem está á volta... 

Hoje, passado passado parte deste turbilhão, com sentimento de culpa, para quem igual a mim, foi sujeito à mesma situação, penso no dia de amanhã, penso nos abraços que vou ter, nos sorrisos que vou dar, na partilha que vou proporcionar e na forma como com base neste dia, a história do "limpa lágrimas" serviu noutro contexto, para te fer acalmar, a ti criança perdida!!   

terça-feira, 10 de maio de 2011

Magoada ... por vezes*

Há dias em que me sinto assim ...
magoada contigo, comigo, connosco, com ele, com ela, com o mundo!  
Magoada com a força que demonstro e é irrial, magoada com os sorrisos sem brilho que transmito perante as situações, magoada com os teus olhos que transmitem o real e reflectem o irreal, com os teus gestos timidos de compaixão com alguem que implora atenção, que uns aplidam de mimo, de egocêntrismo ou de insensibilidade, com o tempo que passa, passa, passa e não presta contas, não deixa declaração de responsabilidade e muito menos livro de reclamação, se não.... há ! como eu escrevia nas suas folhas todas as queixas espremidas do meu peito com dor e lágrimas derramadas, com ele que nutre amizade mas toca em pontos sensiveis, pontos de exclamaões com várias interrogações a meio, com ela que me conheçe e me lê os olhos, com ela, minha vida que é vivida com de outra se tratasse, com o mundo que floresce, que amanhace com sol e tardia com o rastejar do seu fim, tal como tu pobre alma, que teima em não irrigar e está fechada por vários cantos formando um incorralado labirinto sem fim*  


                                                                           

domingo, 1 de maio de 2011

Um "Mix" de emoções

A minha vida anda assim ... em pleno "Mix" !
E chamo-lhe "Mix" porquê?! porque vivo o dia, sim esse que tem 24horas e cada hora 60 min e cada minuto 60 segundos... tempo suficiente para passar por uma verdadeira mistura com todos os estados de humor possiveis e imaginários a que tenho direito e comigo levar os demais que me acompanham!
Passo desde o melhor sorriso, o melhor olhar <3, o melhor abraço, o melhor beijo, para aquela que se chama angustia de viver os minutos a seguir, o nervosismo propicio de quem ja viveu algumas experiencias onde os maleficios batem à porta em forma de susto e por fim, numa situação menus propricia, é quando as lágrimas caem e quem está de fora nada percebe e preocupados arranjam um abraço, um canto nas suas vidas para me aconchegarem, o por vezes mimo presente!
Ouço aquela que podia ser a melodia daquela que podia ser a musica do meu pensamento, e penso, no porquê real de tudo isto, de toda esta complexidade de vida, penso em ti, minha alma perdida que te tento encontrar, penso em ti minha Alma Gémea que teima em não aparecer *
Questiono-me se estarei eu a viver uma vida que é verdadeiramente a minha, ou de facto parte fica nas marcas afincada do meu rosto e outra parte vai fazendo estremeçer o meu consciente?! ;)*