sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Magnetismo Amoroso **

A vida tal é qual como um íman, é formada por dois pólos: o negativo e o positivo.
Estes pólos são eles mesmo por si sós transportadores de energias que se repelam ou atraiem consuante a compatibilidade subjacente.
Na vida também é assim, vivemos em vários campos magnéticos, setorizados por grupos de pertença, a família, os amigos, o trabalho, as aulas e por vezes, a paixão.
 
Confesso que penso muitas vezes que deve ser impossivel viver com os pólos todos positivos e há alturas, em que o negativo tem um preponderância muito maior e nos perguntamos como aguentamos nós tamanha força que este campo tem... queremos olhar em frente mas não conseguimos, queremos emergir das cinzas e vemos que não temos como e aí funcionamos que nem toupeiras e preferimos esconder o rosto debaixo dessas mesmo cinzas para esconder a nossa vergonha e nossa cobardia perante tamanho medo!
 
Mas por outro lado, após tempos infindos a pensar que impossivel era, reviramos a vida e decidimos finalmente investir na luz, bela e brilhante, colorida e aconchegada que se encontra ao fundo do túnel, que nos atraí e vícia, que chama por nós através do bater cardíaco incansável, da procura diária e do reconfortante sentir.
A esta luz, eu chamo Magnetismo Amoroso, pois é disto mesmo que se trata, um fenómeno natural relacionado com a atracção, com os nossos desejos de cada vez que nos sentimos e nos partilhamos.



sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Diário

Tem dias na vida que a nossa mente se comporta que nem dário...
E todos os últimos dias, e todos os passados distantes ou próximos são recuperados, com todos os promenores, floreados, músicas e imagens que despertam sentimentos e pessoas.
Hoje, foi um desses dias, aii que vontade de explodir, sorrisos? choro? nervosismo? alívio?, sim, passei por estas etápas todas, sempre a mesma sensação no fim... a vontade do aconchego,  incógnito, do sem limite e sem tempo, da explosão de adrenalina... 
É minha obrigação perceber que não é fácil mas que há desbloqueio possível, que tem solução simples mas que é complicada, que tem um rumo ... mas a verdade é que me sinto a precisar de orientação, sinto-me como uma chave certa que tem que ser usada na fechadura certa mas teima em enferrujar e emperrar na hora de abrir esse mesmo tesouro certo!

O diário conta-me tanto, traduz-me tanto que só me apetece guardar sem ter que pernunciar ao mundo aquilo que todos vêem e se veêm para quê ter que publicar o que dizem já ser publico?


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Ciclo da vida*

É, a vida gira... tem um ciclo normal de acontecimentos por nós desconhecidos!
Nós giramos com a vida, percorremos caminhos que julgamos rectos mas estão cheio de curvas, buracos, lombas que nos obrigam a abrandar e por vezes acidentes que nos obrigam a parar.
Mas a vida é cíclica acima de tudo nas relações interpessoais que somos obrigados a criar e a desenvolver para podermos crescer, evoluir mas também manipular.
Quer acreditem ou não, não é só a vida que tem prazo de validade, as relações também, tudo gira e o que hoje faz todo o sentido, amanhã o nosso olhar vai mudar por completo e afinal o que era nítido passa a ser distorcido e assim sucessivamente.
Conhecem a relação de amizade, essa para mim é aquela que mais prazo de validade tem, é a mais fugaz, mas é também a que mais muda, nós crescemos e vivemos momentos e sabores diferentes a toda a hora, ouvimos melodias com acordes diferentes e aí a certeza da loucura momentânea faz-nos questionar...
É também a base e faz todo o sentido que exista, que cresça que se transforme tal e qual o individuo que a cultiva! Segue valores interessantes, brilha de forma inexplicável, e cada dia, a cada passo, a cada abraço, a cada partilha cresce, e pormenores passam a fazer parte de uma cumplicidade inexplicável, de uma saudade e necessidade que alimenta. 

É acima de tudo, de pormenores que a vida se alimenta, de sentimentos trocados e apaixonados que nos fazem levitar e viver dois mundos, o da realidade que nos provoca muitas vezes tremores, medos, fuga e vontades menos boas e o da fantasia, o idílico, o da outra margem que contém aconchego, gestos e palavras bonitas!





sábado, 21 de julho de 2012

Impotência*

Ao contrário de um tempo quase passado quase presente, este é um tempo de poder e conseguir!
É um tempo de sim, um tempo suave, claro e translucido, onde as prefeições são visíveis mas tornam-se impotentes!
É um momento de medo, de exercício escusado para recusar, de uma força que impede e frustra!
É um momento de meta, de limite, onde o querer tem de virar a poder, a satisfazer; é um momento de impulso sem recusa, com liberdade.
É um tempo estabelecido com limite próximo e caminho na direcção certa.

No fundo, é medo que gera impotência, que estagna, que limita, mas que espera energia, vontade, acção para que contrarie o esperado e demonstre o desejado!


domingo, 8 de julho de 2012

Imaginando


É verdade, digo-vos que dentro de pouco tempo estarei na posição de que gosto, a de viajante. O destino esse é o mesmo de muitas outras vezes, mas acreditem ou não sempre que viajo para lá tudo muda, ou vou com um objectivo concreto ou vou em busca da fuga do momento ou vou tentar organizar uma vida como a minha que anda quase sempre desorganizada por si só!
Desta vez, não é diferente, mas é especial, porque vou num transporte diferente, com uma paisagem diferente, sozinha mas no meio de pessoas também elas diferentes, com pensamentos diferentes, imaginando situações diferentes e retendo tudo o quanto de novo existe pois desta vez tenho que contar de forma diferente, vivendo diferente.
Tal como disse hoje, estamos com "destinos diferentes mas com pensamentos iguais", pois ambos estamos em pela viagem, a reforçar pensamentos e emoções.
Adoro encarnar esta minha alma de viajante, despreocupada, bronzeada do sol, com tons terra vestidos, cabelo encaracolado sob a brisa do vento e que desta vez quero sentir como segredo, o teu toque, o teu cheiro, fruto da minha imaginação presente.
Juntamente, imagino-te a ti, com esse sorriso de quem usufrui dos momentos tantas vezes privados da companhia do igual, a ser acarinhado, no banco da frente do jipe que brota cor terra, com um charme cativante, picante, que deriva de uma barba despreocupada e de uma cor conquistada enaltecendo as marcas do corpo, delineado.
Por fim, vou imaginando um nós, num fim de tarde, desprezando as horas, rodopiando ao som das ondas, tocando o céu com o prazer dos corpos bronzeados, ao longe a linha do horizonte que entrelaça nos nossos dedos um destino sem nome, construído peça a peça., desenhando assim, uma tela digna de ser vivida e absorvida.






quinta-feira, 28 de junho de 2012

Segurança

Cada vida é feita de várias áreas distintas, que versam sobre ambientes, comportamento, verdades e mentiras, sentimentos e ilusões igualmente contraditórios. Em todas estas áreas giram emoções, emoções estas que nos põe à prova todos os dias, que nos acarinham e insultam a cada instante, que provocam a instabilidade emocional e de arrasto o sentimento de insegurança. 
Sim, foi insegurança que senti sempre, que sinto hoje, tal e qual como à anos atrás, insegurança provocada por vocês egoístas que me pertencem e que vivem de forma individual, cada um para seu canto, comigo no meio, a balançar, a ser o ping pong do vosso mundo, a inalar fúria, raiva e desespero, a engolir as lágrimas sensíveis e constantes, que só registam momentos idílicos de fuga. 
Fugir, é isso, fugir para um canto longe, encolher os meus medos, dissipar desta prisão construída e viver, viver muito, outras paisagens, outras cores, aprender a ver cores belas e brilhantes, aprender a saborear novos sabores, doces, açucarados, apurados e picantes. Chega de só conhecer o amargo! 
Sabem, à bem pouco tempo deram-me a provar o doce, e ao contrário das outras vezes todas, eu desta vez quis provar, sentir se realmente era fofo e não enganava como o algodão e aí, aí tenho ido provando, devagarinho e gostanto, gostando muito até, e sabem porquê? Porque provo segurança e protecção, provo palavras bonitas, provo toque, provo um caminho novo que eu quero desbravar, um caminho só meu mas com consequências nos outros. Sim, eu sei, eu sou uma só, mas quando caminho, neste caminho de segurança, muitos são os que me sentem e abordam, gostando do que vêm, apoiando mesmo não sabendo, aconchegando-me a mim cada vez mais, neste percurso que quero seguir, contigo, comigo, connosco! 

Mas, avisaram-me e é um facto, este caminho tem de ser amplo, pois de dois não se faz uma vida, e por isso, temos caminhos e travessas abertas, para que sempre que precisemos vermos outras vidas, vermos outros cantos e assim sentirmos os feedback, pormenor a pormenor de cada um de vocês, com partilhas, observações, gentilezas, apoio, e acima de tudo, com olhares, pois assim, "todos nós sabemos, mas ninguém sabe", mantendo a privacidade desta segurança bela, pura mas implícita. 


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pormenores

Ando à dias e dias a pensar em pormenores... 
Eu sei, parece estranho e mesquinho, parece anormal e fora do comum tratar destas questões, mas de facto para mim, hoje, fazem sentido! 
Analisem comigo: inicialmente foram precisos estreitarem-se laços familiares e desde logo foste um pormenor, pois sentaste-te mesmo em frente da minha alma para que te pudesse observar e sentir tal e qual aquilo que transmitias, não, não te conhecia antes e nem pela minha memória passavas, mas acontecimento feliz/infeliz levou-nos aos dois para o mesmo local e a ser eu sem mas nem porquê a pedir-te a tua identificação - atrevida, não! na altura a ignorância da importância de quem tu eras fez-me reagir por pura gentileza fazendo seguir assim, o caminho paralelo que nos guiava e que mais uma vez, por mero pormenor iluminas-te, dizendo que estavas lá, sim no meio da tempestade, tu olhavas em redor em busca da minha presença, seguiu-se a noite das sete maravilhas, que sem quês nem porquês marcou um ciclo de musica e presença e a preocupação instintiva sobressaiu e fez a diferença que nós sabemos - passas-te a ser o meu pormenor, que existe, que me protege, que é segredo no conhecido, que é gentileza no desconhecido, que é cobiça e apelo. 

Hoje, és pormenor em cada gesto, em cada palavra e em cada acção. És pormenor na forma como entras-te, és pormenor na glorificação do dia, és um pormenor que brilha. 

És pormenor no meu pensamento, a cada sorriso que espalho, a palavra que leio,  a cada momento que lembro*