É, a vida gira... tem um ciclo normal de acontecimentos por nós desconhecidos!
Nós giramos com a vida, percorremos caminhos que julgamos rectos mas estão cheio de curvas, buracos, lombas que nos obrigam a abrandar e por vezes acidentes que nos obrigam a parar.
Mas a vida é cíclica acima de tudo nas relações interpessoais que somos obrigados a criar e a desenvolver para podermos crescer, evoluir mas também manipular.
Quer acreditem ou não, não é só a vida que tem prazo de validade, as relações também, tudo gira e o que hoje faz todo o sentido, amanhã o nosso olhar vai mudar por completo e afinal o que era nítido passa a ser distorcido e assim sucessivamente.
Conhecem a relação de amizade, essa para mim é aquela que mais prazo de validade tem, é a mais fugaz, mas é também a que mais muda, nós crescemos e vivemos momentos e sabores diferentes a toda a hora, ouvimos melodias com acordes diferentes e aí a certeza da loucura momentânea faz-nos questionar...
É também a base e faz todo o sentido que exista, que cresça que se transforme tal e qual o individuo que a cultiva! Segue valores interessantes, brilha de forma inexplicável, e cada dia, a cada passo, a cada abraço, a cada partilha cresce, e pormenores passam a fazer parte de uma cumplicidade inexplicável, de uma saudade e necessidade que alimenta.
É acima de tudo, de pormenores que a vida se alimenta, de sentimentos trocados e apaixonados que nos fazem levitar e viver dois mundos, o da realidade que nos provoca muitas vezes tremores, medos, fuga e vontades menos boas e o da fantasia, o idílico, o da outra margem que contém aconchego, gestos e palavras bonitas!
quinta-feira, 26 de julho de 2012
sábado, 21 de julho de 2012
Impotência*
Ao contrário de um tempo quase passado quase presente, este é um tempo de poder e conseguir!
É um tempo de sim, um tempo suave, claro e translucido, onde as prefeições são visíveis mas tornam-se impotentes!
É um momento de medo, de exercício escusado para recusar, de uma força que impede e frustra!
É um momento de meta, de limite, onde o querer tem de virar a poder, a satisfazer; é um momento de impulso sem recusa, com liberdade.
É um tempo estabelecido com limite próximo e caminho na direcção certa.
No fundo, é medo que gera impotência, que estagna, que limita, mas que espera energia, vontade, acção para que contrarie o esperado e demonstre o desejado!
É um tempo de sim, um tempo suave, claro e translucido, onde as prefeições são visíveis mas tornam-se impotentes!
É um momento de medo, de exercício escusado para recusar, de uma força que impede e frustra!
É um momento de meta, de limite, onde o querer tem de virar a poder, a satisfazer; é um momento de impulso sem recusa, com liberdade.
É um tempo estabelecido com limite próximo e caminho na direcção certa.
No fundo, é medo que gera impotência, que estagna, que limita, mas que espera energia, vontade, acção para que contrarie o esperado e demonstre o desejado!
domingo, 8 de julho de 2012
Imaginando
É verdade, digo-vos que dentro de pouco tempo estarei na posição de que gosto, a de viajante. O destino esse é o mesmo de muitas outras vezes, mas acreditem ou não sempre que viajo para lá tudo muda, ou vou com um objectivo concreto ou vou em busca da fuga do momento ou vou tentar organizar uma vida como a minha que anda quase sempre desorganizada por si só!
Desta vez, não é diferente, mas é especial, porque vou num transporte diferente, com uma paisagem diferente, sozinha mas no meio de pessoas também elas diferentes, com pensamentos diferentes, imaginando situações diferentes e retendo tudo o quanto de novo existe pois desta vez tenho que contar de forma diferente, vivendo diferente.
Tal como disse hoje, estamos com "destinos diferentes mas com pensamentos iguais", pois ambos estamos em pela viagem, a reforçar pensamentos e emoções.
Adoro encarnar esta minha alma de viajante, despreocupada, bronzeada do sol, com tons terra vestidos, cabelo encaracolado sob a brisa do vento e que desta vez quero sentir como segredo, o teu toque, o teu cheiro, fruto da minha imaginação presente.
Juntamente, imagino-te a ti, com esse sorriso de quem usufrui dos momentos tantas vezes privados da companhia do igual, a ser acarinhado, no banco da frente do jipe que brota cor terra, com um charme cativante, picante, que deriva de uma barba despreocupada e de uma cor conquistada enaltecendo as marcas do corpo, delineado.
Por fim, vou imaginando um nós, num fim de tarde, desprezando as horas, rodopiando ao som das ondas, tocando o céu com o prazer dos corpos bronzeados, ao longe a linha do horizonte que entrelaça nos nossos dedos um destino sem nome, construído peça a peça., desenhando assim, uma tela digna de ser vivida e absorvida.
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