Uma vez, era eu muito pequenina, uma mulher quase feita, encolhida no mais fundo dos meus lençóis, envolvida na maior das escuridões, pensei ter-me assustado com tamanha tristeza que envolvia aquele lugar, a tristeza da incompreensão, a tristeza do cansaço envolvente, a tristeza da revolta sentida depois de um dia cheio de turbilhões, onde altos e baixos significam o mesmo, pois a veracidade das situações não está lá!
A revolta dói, a injustiça corroí... e a vida segue com mais do mesmo, a subrevalorização de poder perante um sociedade que se diz justa e sem supremacia do poder, mas isso eu não vejo! eu vejo a injustiça a perdurar, o poder a subressair, a chamada "má-língua" a vençer e pior de tudo, é saber que num dia, todas estas caracteristicas são realçada com o cinismo que envolve todo o desconhecido e que não conheçe aquele quarto de emoções que tráz para casa como sendo resultado de todo aquele diário.
Agarro-me que nem uma criança indefesa a um simples e unico pluche de pêlo, para limpar as minhas lágrimas, pois abraços aquela hora já não existem, resta apenas o cansaço da incompreensão, a certesa que demos o mellhor e a vontade de não mais voltar aquele túmulo de emoções frustradas que corrói e contagia quem está á volta...
Hoje, passado passado parte deste turbilhão, com sentimento de culpa, para quem igual a mim, foi sujeito à mesma situação, penso no dia de amanhã, penso nos abraços que vou ter, nos sorrisos que vou dar, na partilha que vou proporcionar e na forma como com base neste dia, a história do "limpa lágrimas" serviu noutro contexto, para te fer acalmar, a ti criança perdida!!
